O setor aquaviário prevê perda de R$ 3 bilhões com a paralisação do transporte de cargas na Hidrovia Tietê-Paraná, iniciada na última sexta (27).

O setor aquaviário prevê perda de R$ 3 bilhões com a paralisação do transporte de cargas na Hidrovia Tietê-Paraná, iniciada na última sexta (27). Segundo o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros, a produção agrícola é a que mais será impactada.

Essa paralisação aconteceu por conta da estiagem. O Rio Tietê, ponto de partida, precisa de, no mínimo, 2,20 metros de profundidade para a barcaça navegar. Mas com o nível abaixo do mínimo, ao menos 30 embarcações ficaram ancoradas no Porto Pederneiras (SP) e 80% dos trabalhadores foram demitidos.

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Sem a hidrovia, a saída para o escoamento do agronegócio serão as estradas, que são uma alternativa mais cara. Um comboio de quatro barcaças é capaz de transportar seis mil toneladas de carga e por terra seria necessário 162 carretas para a mesma quantidade.

A partir de agora, as empresas terão que arcar com os custos do transporte por rodovias até o Porto de Santos.

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“Na verdade esse custo a mais, ele vai entrar pra nós no nosso custo logístico, porque os contratos já estão fechados para exportação dos produtos e acaba impactando no nosso custo final”, explica Jean Salgado, gerente de logística de uma das empresas que utilizam o porto intermodal, ao G1.

A expectativa era que este ano houvesse um aumento de 10% a 15% no transporte com relação aos anos anteriores, mas a previsão caiu devido a estiagem.

Em 2020, foram transportados 2,1 milhões de toneladas de produtos como milho, soja, cana-de-açúcar e adubo. Todos esses produtos passaram pelos 2,4 mil km da hidrovia, que liga seis estados de três regiões do país.

Fonte: G1

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