A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) realizou a última audiência pública para discutir o novo modelo da tabela do frete mínimo nesta quinta-feira (23), no edifício sede da agência, em Brasilia.

Durante o encontro, caminhoneiros defenderam o uso de um piso para frete, mas criticaram a atuação da agência reguladora e alguns dos critérios usados na elaboração da nova tabela. Os representantes do setor produtivo voltaram a criticar a adoção do frete mínimo e a atuação dos chamados atravessadores.

Já os autônomos que participaram da audiência defenderam, principalmente, o aumento da fiscalização para garantir o cumprimento da tabela. Por outro lado, os caminhoneiros voltaram a defender a necessidade da fixação de um frete mínimo. Porém, criticaram alguns critérios usados na elaboração da nova tabela, como o custo de troca de pneu, considerado baixo, e também a velocidade média usada no cálculo (75 km/h), considerada alta.

“O correto seria uma velocidade de 50 km/h ou 55 km/h”, afirmou Walace Landin, representante dos caminhoneiros autônomos.

“O piso mínimo para nós, autônomos, é, na verdade, o piso máximo. Ninguém vai pagar mais do que o mínimo”, disse o caminhoneiro Jaime Pereira da Cunha ao defender a tabela.

Além disso, um dos caminhoneiros também cobrou fiscalização da agência sobre a frota de transportes de cargas. De acordo com a maior parte dos motoristas, apesar de a frota de caminhões ser maior que a necessidade do país, parte é de caminhões velhos e sucateados. Com isso, não teriam condições de transitar mas continuam nas estradas por falhas na fiscalização da agência.

Colocação da Indústria

Para Alberto Nobre, Gerente Executivo de Relacionamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a tabela faz o setor produtivo pagar mais pelo frete e os caminhoneiros receberam menos.

“Nós estamos pagando mais pelo frete e os autônomos estão pagamento menos. Alguém nesse meio está ganhando e nós sabemos quem é. Precisamos juntar essas pontes e trabalhar juntos”, declarou Nobre.

Ele se refere aos atravessadores, empresas que fazem a intermediação na contratação dos caminhoneiros autônomos.

A nova tabela de frete deve ser publicada até o dia 20 de junho. No entanto, antes disso tem que ser aprovada pela diretoria da ANTT.

Fonte: G1.

 

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