A cadeia produtiva do transporte rodoviário de cargas passa a contar, a partir de agora, com um novo indicador econômico. A Fretebras,

A cadeia produtiva do transporte rodoviário de cargas passa a contar, a partir de agora, com um novo indicador econômico. A Fretebras, plataforma online para contratação de fretes, divulgou hoje seu primeiro relatório com dados relativos ao mercado de fretes rodoviários. O estudo leva em conta a movimentação de cargas registrada na plataforma, relativa ao primeiro quadrimestre do ano, com base nas informações de mais de 400 mil caminhoneiros cadastrados e 9.500 empresas embarcadoras.

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Segundo a Fretebras, a pandemia do novo coronavírus provocou uma queda de 12% na oferta de cargas nos quatro primeiros meses do ano, frente ao mesmo período de 2.019. Já no comparativo de abril para maio de 2020 a queda foi ainda maior, da ordem de 43%. Bruno Hacad, Diretor de Operações da FreteBras, credita o resultado à forte diminuição da produção e demanda de alguns setores, como os produtos industrializados. “O prejuízo só não foi maior por causa dos fretes associados ao agronegócio, que apontaram uma evolução de 10% no início desse ano, ante o final de 2019”, ressalta.

Valor do frete

A queda da demanda não provocou grandes reflexos no valor do frete. O estudo apontou uma redução de 3,3% no comparativo dos dois quadrimestres. Os fretes com preço médio mais elevados foram do agronegócio, com destaque para a batata, arroz e feijão, além de produtos alimentícios industrializados.

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O levantamento também revelou o preço médio do quilômetro rodado, pago por eixo, nos quatro primeiros meses do ano. Enquanto a composições de 9 eixos acusaram um preço médio de R$ 6,47, os caminhões trucados foram remunerados à base de R$ 2,51 por Km rodado/eixo.

A base de caminhoneiros que utilizam meios digitais na procura de fretes também mostrou uma evolução de 12% nos dois quadrimestres avaliados. A carroceria Baú Frigorífico foi o que registrou maior crescimento, com 17%, seguido pelo Baú, com 13% e pelo Sider, com 10%.

Entre as rotas que proporcionaram melhor retorno o destaque ficou com a ligação Arcos (MG)  e Guaíra (PR) que acusou um crescimento com 424%, por conta dos fretes de cimento. Por outro lado, a rota Curitiba (PR) / Rio de Janeiro (RJ) foi a que apresentou a maior retração – da ordem de 9% – provocada pela indústria de produtos siderúrgicos e papel e celulose.

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