Com preços até 50% menores que a concorrência, a Buser, plataforma desenvolvida em Belo Horizonte, promete levar ao mercado das viagens intermunicipais e interestaduais a mesma revolução feita pela Uber no transporte de passageiros nas grandes cidades. 
 
“Se uma pessoa freta um ônibus para determinada cidade, o valor unitário fica menor. O que estamos fazendo é isso. Temos empresas parceiras de fretamento de ônibus e conectamos pessoas que querem ir para o mesmo destino”, afirma o sócio da Buser, Marcelo Vasconcellos.
 
A empresa começa a operar este mês com destino as cidades mineiras de Ipatinga e Viçosa. Segundo Vasconcellos, os próximos destinos serão São Paulo e Rio de Janeiro, saindo de Belo Horizonte. No futuro, a empresa deve realizar viagens entre São Paulo e Curitiba e São Paulo e Rio de Janeiro. 
 
Mas assim como a Uber, a Buser não deve escapar da polêmica, já que as rotas de viagens entre municípios no Brasil são feitas por concessão pública. Responsável pela autorização de viagens intermunicipais em Minas, o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem do Estado (DEER/MG) divulgou em nota que “até o momento, não foi consultado oficialmente pelos idealizadores do aplicativo e sobre sua implementação”.
 
Segundo o órgão, empresas que fazem “o transporte remunerado de pessoas” devem seguir a legislação e que viagens com ônibus fretados precisam apresentar uma lista com o nome dos passageiros fechada, com antecedência de 12 horas da viagem. Os passageiros que vão ao destino devem ser os mesmos que voltam. Vasconcellos, porém, afirma que a empresa seguirá essa legislação. “Estamos dentro do marco regulatório. As empresas parceiras que farão as viagens são licenciadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e pelo DEER”, diz.
 
O presidente da Confederação Nacional dos Usuários de Transportes (Conut), José Felinto, diz que a proposta gera desconfiança. “Empresa de fretamento não pode ter linha regular, são coisas diferentes”, adverte.
 
Em seu site, a Buser divulga que cobrará R$ 69,90 o trecho Curitiba a São Paulo. Para Felinto, esse valor pode configurar concorrência predatória. “Temos que ver a planilha de custo da empresa, mas é difícil imaginar que com esse custo, a Buser conseguirá um lucro acima de 5%”, avalia. “Se for seguro, pode ser bom para o usuário pelo desconto e pelo conforto”, pondera Felinto.
 
Fonte: O Tempo 
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