O aumento do preço do diesel nos primeiros cinco meses do ano deram um prejuízo de R$ 1 bilhão às empresas de ônibus, segundo levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), que representa o setor. A entidade decidiu pedir ajuda ao governo federal para conter as perdas.

“Alguma variação de preço o setor até pode absorver, mas o problema é a dosagem desses reajustes. Se continuar assim, não sei se teremos fluxo de caixa para manter a regularidade do atendimento à população”, disse o presidente executivo da NTU, Otávio Cunha, ao portal da entidade.

A NTU informou que já solicitou audiência com o secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kanczuk, para tratar do assunto. Cunha ressalta que a gravidade da situação tem levado as empresas a buscarem reajustes emergenciais dos preços das passagens.

“Apesar das tarifas serem de competência dos municípios, o preço do combustível passa pelo governo federal. A política de reajuste da Petrobras veio de decisão do governo, e o Ministério da Fazenda tem implicação direta nisso”, disse o presidente da NTU.

Cunha lembrou que o reajuste anual das passagens já ocorreu em praticamente todas as capitais entre dezembro de 2017 e maio deste ano. Ele alega que não é possível transferir as variações frequentes do preço do combustível para o valor das passagens de ônibus.

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