Um levantamento anual feito pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) aponta que a redução média da demanda do transporte público coletivo no ano passado foi de 9,5%, a terceira maior desde o início da série histórica. O dado equivale a 3,6 milhões de passageiros a menor, por dia, em todo o País, na comparação com 2016.

Em pouco mais de vinte anos, o transporte público por ônibus perdeu 35,6% dos passageiros pagantes – o que, segundo a NTU, ajuda a explicar o aumento das tarifas, pois são menos usuários bancando o custo da operação. As gratuidades a estudantes, idosos e outros passageiros definidos em lei passaram de 17% para 20,9%. Um em cada cinco passageiros viaja de graça nos ônibus brasileiros.

Segundo a NTU, a redução da demanda foi agravada a partir de 2014, culminando em perda média acumulada de 25,9%. O estudo é feito com base em nove capitais analisadas na série histórica – Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo – e compara o desempenho do setor levando em consideração os meses de abril e outubro de cada ano.

“Infelizmente, o número de demanda vai continuar caindo enquanto não houver políticas públicas de prioridade ao ônibus nas vias e enquanto o passageiro for o único a arcar com os custos da tarifa”, afirma Otávio Cunha, presidente executivo da NTU. Ele também atribui o agravamento da situação ao impacto negativo do cenário econômico do país, que favorece o aumento do desemprego e restringe até os deslocamentos para quem busca trabalho.

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