Em março, a movimentação de cargas pelos portos paranaenses foi 21% maior, comparada ao mesmo mês de 2019. Ao todo, os terminais paranaenses

O setor portuário brasileiro movimentou 513 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2019. Dessa forma, o valor representou queda de 3,29% em relação a igual período do ano passado. Em igual período de 2018, as instalações portuárias brasileiras movimentaram 530,5 milhões de toneladas.

No primeiro semestre de 2019, os terminais de uso privado responderam pela movimentação de 337 milhões de toneladas, registrando queda de 4,04%. Já os portos públicos movimentaram 176 milhões de toneladas, com decréscimo de 1,83%. Os dados são da Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (GEA/ANTAQ), e foram divulgados hoje (26).

Das nove principais instalações portuárias do país, oito tiveram retração na movimentação de cargas no primeiro semestre deste ano: os TUPs de Ponta da Madeira (-7,06%), Tubarão (-25,48%), São Sebastião (-0,55%) e Ilha Guaíba (-37,83%); e os portos públicos de Santos (-3,36%), Itaguaí (-11,05), Paranaguá (-5,93%) e Rio Grande (-3,93%). Por outro lado, o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis apresentou variação positiva (11,40%).

Movimentações por carga

Na análise por tipo de carga, foram movimentados nos seis primeiros meses deste ano 314,6 milhões de toneladas de granéis sólidos. Assim, representando queda de 6,80% em comparação com o primeiro semestre de 2018. Ao todo, foram movimentados 115,9 milhões de toneladas de granéis líquidos, o que representou incremento de 2,58% em relação a igual período do ano passado.

No primeiro semestre deste ano também houve aumento na movimentação de contêineres (+ 3,72%) e carga geral (+2,76%) em comparação a igual período de 2018. Dessa forma, totalizando, respectivamente, 55 milhões e 27,3 milhões de toneladas movimentadas.

Em relação às principais mercadorias, destaque para o milho. Nos primeiros seis meses do ano, o setor portuário nacional movimentou 9,2 milhões de toneladas de milho, 116,53% a mais do que no mesmo período de 2018. Outra mercadoria relevante foi o petróleo (combustíveis), com 102,8 milhões de toneladas movimentadas, aumento de 4,22% em comparação ao primeiro semestre do ano passado.

Entre as mercadorias que apresentaram queda de movimentação no período, as principais foram minério de ferro (-8,90%), que registrou 16,5 milhões de toneladas a menos do que no primeiro semestre de 2018, e soja (-8,09%), com menos 5,3 milhões de toneladas..

Minério de ferro com problemas

De acordo com o gerente substituto de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, Leopoldo Kirchner, o minério de ferro é o grande responsável pelos números baixos. “A queda da movimentação no primeiro semestre de 2019 foi motivada de forma direta pelo recuo nos embarques de minério de ferro, que é a mercadoria de maior peso bruto movimentado. O granel sólido de minério de ferro vem enfrentando problemas desde a ponta inicial da cadeia produtiva, devido ao rompimento de barragens e a um período atípico de chuvas intensas na região norte do país”.

“Por outro lado, podemos destacar como ponto positivo o crescimento nesse período da movimentação de carga conteinerizada, da ordem de 3,5%. Dessa forma, mantendo ainda a linha de crescimento semestral que vem sendo demonstrada ano a ano”, complementou.

 

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