Depois de alcançar a marca de 12,6 mil caminhões pesados licenciados no mercado brasileiro em 2019, quase 60% a mais que as 8 mil unidades do período anterior, a Scania se mostra bem menos otimista em relação ao ano em curso. A montadora sueca aposta em um crescimento do segmento em torno de 10% a 15%, contra 48% registrado no ano passado. A estimativa foi anunciada por Roberto Barral (foto), vice-presidente das Operações Comerciais da companhia, durante workshop sobre o transporte sustentável, realizado no último dia 7 em Itu, interior de São Paulo.

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“Para 2020, ainda existem algumas incertezas sobre os rumos das economias global e nacional, por isso estamos com um otimismo moderado neste momento. Mas, a fase da Scania no Brasil é ótima e nossas projeções são de crescimento em todos os segmentos”, afirmou o executivo.

Erro de mão

Em apoio a sua tese, Roberto Barral aposta na boa aceitação da Nova Geração de caminhões Scania, lançada no ano passado e que já acumula vendas de mais de 12 mil unidades. O número poderia ter sido ainda maior, se a empresa não tivesse errado a mão na prefixação do preço do produto, abrindo o flanco para seu principal concorrente – a Volvo – avançar ainda mais nesse mercado, admite Silvio Munhoz, diretor comercial da empresa. Apesar da falha, Silvio mantém sua confiança nas virtudes da Nova Geração, em especial, a prometida redução de 12% no consumo de combustível, em comparação à geração anterior, atestado pelos próprios clientes, segundo o fabricante.

Além da novidade, Roberto Barral conta em outros bons motivos, que podem alavancar as vendas da Scania no ano em curso. “Temos mais dois importantes passos com a tecnologia de motores a gás e/ou biometano, com as entregas dos caminhões a partir de abril e o início das vendas dos ônibus, no segundo semestre”, observa Barral, confiante no avanço da jornada rumo a um sistema de transporte mais sustentável, defendido por sua empresa.

Adaptação do mercado 

Esse mesmo otimismo cerca o mercado de ônibus, sobretudo o segmento rodoviário, conta Fábio D´Angelo, recém nomeado gerente de Vendas do produto na Scania. “Nossa previsão é crescer até 5% esse ano. Algumas incertezas como o movimento de desregulamentação de linhas e a crescente atuação dos aplicativos levará o mercado a uma adaptação ao longo do ano”. Já nos urbanos, o executivo espera repetir um volume próximo do ano passado, o equivalente a 900 unidades, que garantiram à montadora 5% de participação no mercado de chassis de ônibus.

Por fim, na área de serviços, a empresa projeta uma expansão de 33% na carteira ativa de programas de manutenção. “A Scania vem revolucionando as soluções de serviços nos últimos anos, e vamos trazer ainda mais novidades para 2020. Estamos reestruturando alguns programas para dar mais um passo à frente. A conectividade trará ainda mais benefícios à gestão da frota”, promete o novo diretor de serviços da marca, Marcelo Montanha.

 

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