As ocorrências de roubo de carga nas estradas federais do Brasil recuaram 27,1% em agosto de 2020. Em agosto desse ano foram registrados 59 casos,

De acordo com dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística  (NTC&Logística), os roubos de carga caíram 17% em 2019. O relatório é divulgado anualmente, desde 1998, pela empresa. Ao longo de 2019, foi registrado um total de 18.382 ocorrências de roubos de carga pelo país. Já no ano anterior, essa soma chegava a 22.183 casos.

Além disso, o resultado do ano passado é menor quando comparado com 2017, que apontou 25.970. No entanto, ainda se mostra um número alto e preocupante. Assim, os prejuízos foram computados em R$ 1,40 bilhão.

Segundo o Presidente da NTC&Logística, Francisco Pelucio, “a pesquisa continua apontando uma considerável redução se comparada ao ano de 2018. Entretanto, estamos falando de milhares de roubos em todo o Brasil e precisamos continuar trabalhando para que esses crimes não aconteçam mais”.

LEIA MAIS: Acompanhe o impacto da pandemia de coronavírus no transporte rodoviário de cargas e passageiros

Além disso, Pelucio relaciona a redução com o investimento alto das empresas, em tecnologias e medidas de segurança em suas operações. Dessa forma, possibilitando uma resposta muito mais rápida e ativa em relação as tentativas de delito. Juntamente com o trabalho dos órgãos de segurança pública nas esferas estaduais e federais, que têm atuado com mais rigor no combate aos delitos de carga.

Legislação arcaica

“Os números do roubo de cargas no país, embora caindo, ainda são inaceitáveis. Os roubos ocorrem porque os receptadores, que compram as cargas roubadas e incentivam o crime, estão impunes, por conta de uma legislação arcaica. Temos urgentemente que agravar as penalidades para esse delito, tanto a pena para a pessoa do receptador como para o seu estabelecimento, que deverá ter a licença de funcionamento cassada”, comentou o vice-presidente para assuntos de segurança da NTC&Logística, Roberto Mira.

Ainda mais, fique por dentro das notícias através das nossas redes sociais: Instagram e Twitter 

Nesse cenário, a região Sudeste continua sendo a mais afetada, arcando com 84,26% das ocorrências. Em seguida, aparece a região Sul, com 6,52%; Nordeste, com 6,29%; Centro-oeste, 1,69%; e por último a região Norte, com 1,24%.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here