A Petrobras divulgou o resultado de investigações que apontaram para um recorde no furto de combustíveis em 2018. O produto é roubado através

A Petrobras divulgou o resultado de investigações que apontaram para um recorde no furto de combustíveis em 2018. O produto é roubado através de dutos e vendido em um mercado paralelo. A estatal registrou 261 incidentes nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Só para comparar, em 2016 houve apenas uma ocorrência do tipo.

De acordo com a polícia, a maioria desses furtos é organizado por sofisticados grupos criminosos. Inclusive, registra-se que alguns desses grupos possuam caminhões próprios, empresas de distribuição e até postos de gasolina.

“São criaturas criativas”, disse Julio da Silva Filho, chefe de uma unidade policial do Rio que investiga o roubo de petróleo.

Segundo o presidente-executivo da Petrobras, Roberto Castello Branco, em evento em junho, o prejuízo é alto. O crime custa à subsidiária de distribuição da Petrobras, a Transpetro, mais de R$ 150 milhões por ano.

Por enquanto, as supostas perdas são pequenas em comparação com as do México. O furto de combustíveis custa à Pemex estatal mais de US$ 3 bilhões anualmente, segundo dados da empresa.

No entanto, eliminar os problemas do Brasil cedo, disse Silva, será crucial para impedir que os criminosos se entrincheirem na indústria do petróleo. “Estamos trabalhando exatamente para impedir que o Brasil se transforme no México”, disse ele.

A Transpetro criou um programa para reunir informações sobre grupos criminosos e está gastando R$ 100 milhões por ano para financiá-lo, de acordo com uma fonte de alto escalão da empresa.

 

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