O governo recuou da ideia de acabar antecipadamente com o subsídio ao preço do diesel, programa que vigora até o dia 31 de dezembro. Segundo reportagem do Valor Econômico, técnicos da área econômica previam publicar um decreto com regras de transição para o fim do benefício, com uma espécie de escadinha de redução do subsídio até ele zerar.

Agora cabe ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, decidir se espera o prazo final do programa e se colocará algo no lugar depois que ele acabar. Estes benefícios foram criados para acabar com a greve dos caminhoneiros, mas, ao saber que havia a possibilidade dele acabar antes do prazo, a classe começou a se movimentar no fim de semana passado.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí-RS, Carlos Alberto Dahmer, disse que a categoria poderá realizar uma nova greve se o presidente Michel Temer não honrar o acordo: “Não podemos aceitar que o governo, no apagar das luzes, rompa o acordo feito e acabe com o subsídio antes do prazo. Quem garante que o preço do barril não estoure na segunda quinzena de novembro?”, disse ao Valor.

Com a queda do dólar e da cotação do petróleo, o valor desembolsado pelo Tesouro Nacional para ressarcir as empresas têm ficado abaixo dos R$ 0,30 por litro. O valor de referência é definido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) mensalmente.

Fonte: Valor Econômico

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