A Meritor, fornecedora de eixos e sistemas para o drivetrain de veículos comerciais pesados, teve bons números em 2019. A companhia, embalada pelo

A Meritor, fornecedora de eixos e sistemas para o drivetrain de veículos comerciais pesados, comemora os bons números de 2019. A companhia acusou uma evolução de 16% nas vendas, embalada pela recuperação do mercado de caminhões no ano, que cresceu acima de 30%.

De acordo com Kleber Assanti (foto), diretor de Vendas e Marketing da Meritor, em entrevista exclusiva ao portal Frota&cia, o bom desempenho nas vendas é resultado da estratégia adotada pela empresa.

“Conseguimos atender a contento a demanda interna do mercado de caminhões e ônibus. E, com isso, mantivemos uma boa participação no market share doméstico”. O executivo lamenta apenas a queda nas exportações, principalmente para a Argentina.  “A redução das encomendas externas foi o fato negativo, que tirou o brilhantismo do mercado doméstico”, completa o diretor, sem precisar números.

Kleber Assanti, diretor de vendas e Marketing da Meritor

e-Consórcio anunciado na Fenatran e expectativas para 2020

Outra boa notícia do ano foi o anúncio do e-consórcio, feito pela Volkswagen Caminhões e ônibus durante a realização da Fenatran 2019, que contará com a Meritor como uma das empresas parceiras do projeto. De acordo com Assanti, apesar do processo de eletrificação demandar um bom tempo pela frente, a repercussão foi positiva.

“No Brasil, a  eletrificação dos veículos ainda caminha lentamente. No entanto, tivemos bastante procura depois da Fenatran e o resultado foi acima do esperado.”

Para 2020, a Meritor mantém a cautela nas projeções. A empresa trabalha com metas mais modestas e aguarda novidades positivas do mercado, Segundo o diretor, a companhia não aposta em muitas mudanças no mercado de exportação.

“Temos como meta um crescimento de 8 a 10%. No entanto, isso pode mudar em função do mercado de veículos comerciais, ou de uma alta no PIB. Com essa projeção, é muito mais fácil sermos surpreendidos positivamente. Em relação as exportações temos pouca esperança de mudanças. O mercado da América Latina não vive um bom momento. Além disso, por se tratar de uma empresa global, nossa operação tem um nicho definido e que, atualmente, se mostra ainda fraco,” finaliza Assanti.

 

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