A safra brasileira de grãos 2020/21 foi estimada em um volume recorde de 278,7 milhões de toneladas. Dessa forma, significando uma alta

Diante do impasse provocado pela aplicação da tabela mínima de fretes, decretada no final de maio pelo governo federal, empresas de transportes e caminhoneiros autônomos, além da própria indústria geradora de cargas, vem optando pela livre negociação de preços, apesar dos riscos de punição. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), responsável pela divulgação da tabela, já contabilizava até a última sexta-feira (22) mais de 2,4 mil reclamações de descumprimento da tabela oficial de fretes.

“A efetividade da tabela é bem menor do que se poderia esperar. Não há ambiente para o seu cumprimento”, afirmou a técnica da área de Logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Elisangela Lopes, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. Segundo Elisangela. Segundo Elisangela, a tabela vem sendo aplicada em cargas perecíveis que percorrem curtas distâncias. Mas à medida que a quilometragem aumenta, a tabela vai tornando o transporte inviável. Se o produto pode ser armazenado, isso passa a ser uma opção temporária para a empresa. Dependendo de onde estão, os produtores de soja e milho preferem guardar a produção. A parcela da produção que vem sendo escoada é a que está perto dos portos. No Centro-Oeste, os grãos que não precisam viajar muito para chegar à Ferrovia Norte-Sul estão embarcando.

“Muitas empresas estão seguindo o tabelamento, mas outras não”, admite o representante dos caminhoneiros autônomos Wallace Landim, o “Chorão”. Na sua opinião, a ANTT precisa atuar para garantir o cumprimento da lei. “Algumas pessoas estão aceitando preço abaixo da tabela porque têm família, precisam trabalhar”, afirma.

Questionada sobre o fato, a ANTT não quis se posicionar oficialmente sobre as negociações que estão sendo feitas sobre a tabela de frete. De acordo com a assessoria do órgão, foi aberto um canal no site da ANTT para receber contribuições sobre a questão do frete. A entidade ouvirá propostas até 3 de agosto e vai analisar as opções em busca de acordo com os setores envolvidos. A assessoria da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) informou que foi apresentada proposta para a criação de uma tabela com preços referenciais, que não precisam ser obrigatoriamente seguidos. A entidade considera que a determinação de um valor mínimo para o frete é inconstitucional e viola a livre concorrência.

Fonte: O Estado de São Paulo

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