Os novos caminhões da recém lançada família Meteor, apresentados pela Volkswagen Caminhões e Ônibus para reforçar a presença da marca no mercado de extrapesados, escondem uma outra novidade além das melhorias tecnológicas agregadas ao produto. A linha de montagem da cabine e o próprio prédio onde está instalada também são inteiramente novos, concebidos dentro do conceito da manufatura 4.0 e fruto de investimentos da ordem de R$ 500 milhões.

A nova instalação ocupa uma área de 2,8 mil m2 e abriga mais de 130 novos equipamentos, em 15 estações de trabalho. Uma simples visita à nova linha de produção deixa visível algumas das mudanças incorporadas ao processo industrial. Pela primeira vez, a fábrica de Resende da VWCO passa a utilizar veículos guiados automaticamente (conhecidos como AGVs) para o transporte da cabine em parte da linha de montagem, explica o diretor de engenharia da empresa, Felipe Nogueira. “Os AGVs navegam por indução a partir de frequências embutidas no piso do prédio e um sistema inteligente garante uma operação mais eficiente e segura”, ressalta.

Big Data

O mesmo acontece com a movimentação da linha, feita de forma automática e controlada por um robusto sistema de Big Data. A novidade usa e abusa dos recursos da hiperconectividade, que comanda cada etapa do processo. O sistema ainda informa de qualquer contratempo na montagem como, também, impede o deslocamento dos AGVs diante de qualquer obstáculo.

Cada cabine recebe um chip, possibilitando o monitoramento remoto do trabalho de montagem. Além de servir como informação estratégica para as equipes de vendas e administração, em qualquer parte do mundo. Nada menos que 37 robôs integram o processo produtivo, sendo responsáveis por 100% do trabalho de soldagem das partes que integram a cabine e somam mais de 2.800 pontos. Os robôs ainda cuidam das operações de aplicação de cola, fixação de pinos e transporte das placas metálicas nas estações.

Outras conquistas

Além de ajudar a Volkswagen Caminhões e Ônibus na adoção de um avançado processo de produção industrial, os novos VW Meteor também foram responsáveis por outros dois outros feitos da marca. A Engenharia da fábrica conseguiu nacionalizar o motor MAN D26 de 13 litros, que equipa o maior caminhão VW de todos os tempos; o primeiro produzido fora da Europa. Embora conte com mais de 600 mil unidades produzidas nos últimos 15 anos, o processo de nacionalização demandou a modificação ou a localização de mais de 130 componentes, incluindo o bloco, o cabeçote, o novo sistema de injeção, os pistões e o turboalimentador, entre outras peças.

A segunda conquista da Engenharia nacional foi a intensa participação, em conjunto com a Alemanha, no desenvolvimento da nova cabine do Meteor. Além do design limpo, inspirado no visual da família Delivery – também projetada no país –o novo habitáculo oferece novos padrões de conforto e funcionalidade para o motorista e mais produtividade para empresários e frotistas.

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