Embora não haja mais bloqueios nas estradas, a indefinição do governo em torno da tabela de preço mínimo do transporte rodoviário faz com que empresas adiem os deslocamentos, com reflexos na exportação e na produção. Os embarques do agronegócio estão atrasados há 11 dias.

Exportadores de cereais informam que 10 milhões de toneladas estão paradas e 50 navios esperam soja nos portos. Setores da indústria sentem a falta de insumos. O tabelamento do frete – decisivo para encerrar a paralisação dos caminhoneiros – virou armadilha para o governo.

Já foram editadas duas versões da tabela. A primeira, em vigor, atendeu os caminhoneiros, mas desagradou ao agronegócio, que fala de preços até 150% maiores. A segunda contrariou os caminhoneiros. Uma terceira versão está em discussão.

Fonte: O Estado de São Paulo

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