Apesar da taxa básica de juros Selic ser a menor da história, da ordem de 6,5% ao ano, os financiamentos para compra de veículos comerciais permanecem em patamares muito superiores, o que inibe o investimentos para modernização e ampliação de frotas. É o que aponta a nova edição do boletim Economia em Foco, divulgado ontem (24/abr) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte).
Segundo o estudo, as taxas médias usadas hoje nos financiamentos – em torno de 16,44% – estão mais altas dos que as praticadas em 2013 (16,41% em média), quando a Selic era de 7,25% ao ano. “O mercado de crédito é um dos principais motores das atividades produtivas, do setor transportador e do crescimento, e esses entraves se configuram como limitadores significativos da recuperação da economia brasileira”, afirma a CNT em release.
A entidade também reclama das instituições financeiras que não repassam para o consumidor a redução dos custos em decorrência da queda na inadimplência. Nas contas da Confederação, 2,7% das pessoas jurídicas que fizeram financiamentos para compra de veículos estavam inadimplentes (ou seja, com atraso superior a 90 dias) nos dois primeiros meses deste ano, enquanto em 2013 o porcentual era de 4,8% no mesmo período.
Para a CNT, “o custo de captação dos bancos caiu significativamente nos últimos meses, porém, isso não está chegando ao consumidor final, em especial, ao setor de transporte, que demanda crédito no mercado, principalmente, para aquisição de veículos, com o intuito de ampliar e modernizar a frota nacional. Apesar dos cortes da Selic, da inflação baixa, da queda da inadimplência e dos atrasos, o dinheiro continua muito caro para a maioria dos transportadores”.
Não sem motivo, a entidade defende que é preciso continuar promovendo os ajustes e as reformas estruturais para que a confiança do mercado nas políticas econômicas seja mantida, e a inflação e a Selic permaneçam baixas.

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