O governo pretende anunciar nos próximos dias o Plano Nacional de Logística (PNL) com a renovação antecipada das concessões ferroviárias. A intenção é que seja definido um conjunto de obras prioritárias para o recebimento de recursos do orçamento da União, para evitar o uso eleitoreiro dos investimentos.

Técnicos que trabalham na elaboração do PNL usaram uma ferramenta para simular o comportamento das cargas em cada um dos cenários testados. Os resultados mostraram que a renovação dos contratos pode elevar para 31% a participação do transporte ferroviário na distribuição de cargas no país em 2025.

Atualmente, cerca de 15% da carga é escoada por estradas de ferro. Sem as renovações, a fatia sobe para 21%, já que as simulações consideram a entrada em operação das ferrovias Norte-Sul e Oeste-Leste (Fiol). Essa última, com obras paradas há bastante tempo, deve ter o edital para retomada publicado ainda este ano.

Os novos estudos foram doados pelo governo da Bahia e os detalhes acertados com técnicos do Ministério dos Transportes. A versão final dos estudos foi entregue esta semana e o governo quer marcar a audiência pública.

Em troca de mais 30 anos de vigência em seus contratos, as operadoras prometem investir R$ 25 bilhões na ampliação das malhas. O governo vê a opção como a mais vantajosa, visto que os investimentos seriam imediatos e resolveriam os principais gargalos verificados nas ferrovias.

Fonte: Valor Econômico

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