não é possível estabelecer uma relação entre o aumento do número de casos de Covd-19 e o aumento na demanda do transporte coletivo.
Usuarios e motoristas de transporte público, utilizam máscara de proteção, durante pandemia da Covid-19 no Rio

De acordo com estudo técnico elaborado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), não é possível estabelecer uma relação entre o aumento do número de casos de Covd-19 e o aumento na demanda do transporte coletivo.

A entidade analisou dados coletados do número de passageiros transportados em 15 sistemas de transportes públicos urbanos por ônibus no Brasil,  responsáveis por 171 municípios, e a incidência de casos confirmados de Covid19 nas mesmas cidades. O estudo tem como base a variação da demanda por transporte, calculada pela NTU, e os dados do SUS (Sistema Único de Saúde) durante 17 semanas, entre as semanas epidemiológicas 14 e 30, de 29 de março a 25 de julho de 2020.

Ainda mais, fique por dentro das notícias através das nossas redes sociais: Instagram e Twitter 

Em coletiva na manhã desta quarta, 16, o presidente-executivo da NTU, Otávio Cunha, falou sobre os resultados. “É claro que não estamos afirmando que o transporte coletivo não apresenta risco de contágio do vírus. No entanto, o estudo mostra que o aumento na demanda do uso do transporte público não foi um fator determinante para o aumento de casos. Dessa forma, podemos dizer que o transporte público coletivo urbano é seguro se todos tomarem as devidas precauções”.

Além disso, ressaltando a importância das medidas preventivas, o executivo falou sobre a possibilidade de uma flexibilização nos horários de pico. “Alongar o horário de pico, início da demanda, ajudaria muito. Prolongar o período de pico para diminuir o número de passageiros seria uma medida preventiva muito importante para diminuir a taxa de contágio”.

Como funciona o estudo

O estudo analisa 15 sistemas de transportes: Belém-PA; Belo Horizonte-MG (municipal); Belo Horizonte-MG; (intermunicipal metropolitano); Curitiba-PR; Curitiba (intermunicipal metropolitano); Fortaleza-CE; GoiâniaGO; Macapá-AP; Natal-RN; Porto Alegre-RS;Recife-PE;Rio de Janeiro-RJ (municipal); Rio de Janeiro (intermunicipal metropolitano); Vitória-ES e Teresina-PI.

Assim, a análise foi realizada comparando-se os casos confirmados de Covid-19 observados sete dias após a demanda transportada, considerando que, em caso de contaminação do passageiro durante a viagem, este seria o prazo
médio entre a eventual infecção e a detecção da contaminação por testes. Não foi observada associação entre o número de passageiros transportados por ônibus e o aumento do número de casos.

LEIA MAIS: Acompanhe o impacto da pandemia de coronavírus no transporte rodoviário de cargas e passageiros

O levantamento cita, por exemplo, o sistema de transporte coletivo urbano de Teresina (PI), onde a quantidade de viagens realizadas nos ônibus sofreu forte queda nas sete primeiras semanas epidemiológicas. Nesse período, observou-se um aumento progressivo dos casos confirmados de Covid-19, sendo que, no
período de 15 de maio a 6 de julho, houve greve dos rodoviários, com paralisação total da frota de ônibus. Entretanto, mesmo sem transporte público verificou-se o crescimento dos casos confirmados da doença no período.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here