Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Imperial College London, no Reino Unido avaliou os impactos da poluição causada pelos

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Imperial College London, no Reino Unido avaliou os impactos da poluição causada pelos caminhões movidos a diesel. De acordo com a pesquisa, publicada na revista Atmospheric Environment, as condições atuais são tão críticas que veículos movidos a GNL, não seriam o bastante para evitar todas as mortes atribuíveis à poluição nas cidades vizinhas às rodovias estudadas.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores levantaram o fluxo dos caminhões entre São Paulo e Campinas no sistema rodoviário Anhanguera-Bandeirantes. Dessa forma, estimaram a emissão de poluentes proveniente dos veículos de carga, analisando a dispersão atmosférica do material particulado, em especial as concentrações de MP10 e MP2,5. Além disso, foram levantadas estatísticas de mortes por câncer de pulmão e por doenças cardiovasculares e respiratórias em 12 cidades lindeiras às rodovias.

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Os pontos de maior concentração de poluentes, segundo o estudo (que observou apenas as emissões provenientes dos caminhões), estão em Jundiaí, próximo à rodovia dos Bandeirantes, e em Cajamar, nas proximidades da rodovia Anhanguera. A menor concentração foi registrada em Campinas, em um local distante de ambas as rodovias.

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De acordo com os estudos analisados no artigo, os veículos movidos a gás natural produzem entre 70% e 85% menos poluentes que a gasolina e o diesel e promovem uma redução de 10% na emissão de gases de efeito estufa (GEE) em comparação com os caminhões a diesel. Portanto, era de se esperar uma correlação entre mortes e poluição do ar.

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