Um grupo de 39 entidades ligadas ao agronegócio divulgou um manifesto com repúdio à medida provisória que estabeleceu o preço mínimo e a tabela para os fretes. Segundo o texto, além de elevar o preço dos alimentos, a medida trouxa “danos irreparáveis à comercialização da safra 2017/2018, pois os laticínios estão pagando 40% mais para buscar o leite do produtos e a indústria da soja está com fretes 30% mais elevados”.

As entidades calculam que o tabelamento do frete proporcionará também uma queda de 10% nas exportações de milho neste ano. Para as organizações, a legalização da tabela seria “uma grande irresponsabilidade”.

As entidades estimam que novos prejuízos ainda estão por vir: a safra de grãos 2018/2019, plantada entre setembro e novembro, precisa ser plantada e demandará fertilizantes, que precisam chegar aos produtores via caminhões – e o custo aumentou, o que gerará reflexos sobre a inflação do País.

A nota conclui que o tabelamento de frete obriga o setor produtivo a arcar, via aumento dos custos do frete, com as “ineficiência criadas pelo governo federal” no setor de transporte rodoviário de carga.

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