Os empresários e profissionais dos setores de transporte e logística que participam da 20ª edição Transposul estão com sentimentos variados. Segundo a Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga (ABTC), a feira chama a atenção da população brasileira a temas importantes que precisam ser debatidos.

“A vinda das principais entidades nacionais do setor é importante para que se unifique o discurso a ser levado para o Congresso Nacional. Muitas lições ficaram da greve dos caminhoneiros. Houve uma demonstração de grandeza e coragem, mas precisamos pensar no setor empresarial. O que nos restou foram R$ 860 milhões de multas, mais de 150 empresas notificadas e que agora buscam um rumo para que a roda da economia não pare”, disse Pedro Lopes, presidente da associação.

Para o presidente da Transportes Bertolini, Irani Bertolini, a feita tem servido como um centro de debates após a greve dos caminhoneiros, que, na sua opinião, mudou o rumo do setor.

“Empresários vão ter que comprar caminhão e investir em frota. Antes estávamos pensando em terceirizar quase tudo. O Brasil precisa reforma política, fiscal e da previdência, mas o que movimenta o empresariado do transporte é a tabela de frete dos autônomos. Isso aumentou o custo da logística como um todo impactando a economia do país como um todo e quem vai pagar a conta é o consumidor”, disse Bertolini.

O presidente da NTC & Logística, José Hélio Fernandes, comenta que o Marco Regulatório que está sendo discutido há dois anos no Congresso Nacional tem um papel importante agregando uma nova realidade para o setor. “Seguramente o movimento dos caminhoneiros trouxe uma reflexão importante para o setor. Além disso, a criminalidade e roubo de cargas continua na agenda de todos” disse.

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