O setor automotivo foi duramente afetado pela crise de acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O setor automotivo foi duramente afetado pela crise de acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). “Todas as montadoras estabelecidas no país foram atingidas”, afirma Gustavo Bonini, vice-presidente da entidade.

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No segmento de caminhões, os emplacamentos em maio caíram 47%, segundo a Anfavea, com 4,2 mil unidades, comparadas a 9 mil unidades licenciadas no mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a maio, os dados da Anfavea indicam que a redução de emplacamento foi de 26%, em comparação com o mesmo período de 2019. “Embora junho sinalize algum retorno mais efetivo às atividades, teremos sem dúvida o pior trimestre da história do setor automotivo”, indica Luís Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

O tombo nas vendas não livrou ninguém. “Na Volvo também tivemos reduções nas vendas e estamos vivendo este novo cenário bastante desafiador”, diz Alcides Cavalcanti, diretor comercial da companhia sueca no Brasil. No entanto, as quedas foram menores que as de outros competidores do mercado, segundo ele. É o caso, por exemplo, dos caminhões semipesados da linha VM. “Enquanto o setor como um todo registrou uma baixa de 12% nesta classe de veículos, entre janeiro e maio, a Volvo teve elevação de quase 30%”, afirma.

Na classe de pesados, a redução de 9% de janeiro a maio, segundo Cavalcanti, foi melhor do que a queda de 27,8% registrada pelo conjunto das montadoras.

Scania 

Com cinco fábricas no complexo industrial de São Bernardo do Campo (SP), a Scania voltou a operar no mesmo ritmo que parou, em março, de acordo com Silvio Munhoz, diretor comercial, para atender aos dois mil pedidos em carteira, contratados pelos clientes antes do início da pandemia.

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“Procuramos incentivar os clientes e colaboradores das áreas de venda (cerca de 700 pessoas) oferecendo vantagens de produtos. Desde financiamentos para manter os pedidos em carteiras, a planos de manutenção flexíveis e um dispositivo adicional de economia de combustível dos veículos”, conta Munhoz.

De janeiro a maio, o volume de vendas foi de 2,6 mil caminhões semipesados e pesados, basicamente assegurados pelo agronegócio, que representa perto de 40% das vendas de caminhões pesados no país, informa ele.

Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz estima que as vendas nacionais na categoria este ano devam cair cerca de 20%. Entretanto, confia nos programas especiais criados para grupos de consórcios, visando reduzir os estragos. “Os resultados com os planos de consórcios de até 120 meses e com redução de 50% nas três primeiras parcelas estão sendo muito positivos”, diz Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing caminhões e ônibus da Mercedes-Benz.

Com mais de 280 pontos de atendimentos no país, a montadora prevê bons negócios para clientes do agronegócio. Apoiados especialmente transporte de grãos, químicos e gás, celulose, mineração, alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos. “Em apenas 20 dias de junho, já percebemos um aumento de 50% nas vendas em relação a maio”, diz Leoncini.

Fonte: Valor

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