As empresas têm cada vez mais optado pela cabotagem (transporte marítimo de cargas pela costa sul do país) para a movimentação de cargas, segundo o estudo divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) nesta terça-feira (3). Ambas opções fazem parte do modal aquaviário, que conta ainda com a navegação de longo curso (para outros continentes).

Em comparação com 2017, as operações via cabotagem cresceram 4,1% em 2018, atingindo 162,9 milhões de toneladas. Já nos dois primeiros meses deste ano, tiveram desempenho 1,8% superior na comparação com o mesmo período do ano passado e somaram 25,8 milhões de toneladas transportadas.

De acordo com o presidente da CNT, Vander Costa, tem ocorrido uma migração natural do transporte rodoviário de cargas para outros modais (aquavíario e ferroviário).

“O Brasil tem uma costa muito grande e, apesar de cabotagem estar crescendo, o potencial de crescimento é ainda bem maior”, afirma.

Por outro lado, ainda segundo o estudo da CNT, o transporte rodoviário cresceu 0,2% em 2018, um índice considerado abaixo do esperado.

Outro fator que contribui para a queda da demanda pelo modal rodoviário, de acordo com o estudo, são as incertezas geradas com a paralisação dos caminhoneiros em maio do ano passado (devido ao valor do diesel e preço do frete) e, também, o roubo de cargas em algumas regiões contribuem para os resultados negativos.

Tanto o modal ferroviário, quanto o aquaviário, são tidos como mais seguros para o transporte de cargas. O crescimento do volume transportado pela cabotagem, inclusive, coincidiu com a paralisação dos caminhoneiros.

Fonte: NTC.

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