De acordo com a ANP, o consumo de etanol, entre janeiro e julho, foi 30,2% que mesmo período de 2018. Além disso, os números da Agência Nacional de Petróleo

A produção de etanol do Brasil na safra 2018/19, encerrada em março, totalizou um recorde de 33,58 bilhões de litros. Dessa forma, atingindo alta de 23,3% ante o ciclo anterior. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados nesta terça-feira (23), a produção é recorde.

Por outro lado, o levantamento aponta uma queda na produção de açúcar no Brasil, maior exportador global do adoçante. De acordo com a Conab, houve um recuo de 17,2%, atingindo a marca de 31,35 milhões de toneladas.

Segundo o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana, o aumento na produção de etanol na safra deveu-se, principalmente, à queda de preços do açúcar no mercado internacional. Bem como, um cenário mais favorável para o etanol no mercado interno, frente à alta do dólar e do petróleo .

“Esses fatores fizeram com que as unidades de produção aumentassem a destinação de cana-de-açúcar para a produção de etanol nesta safra”, resumiu ele no relatório.

Em contrapartida, houve queda na produção de açúcar do Brasil. Com isso, foi atingido o menor nível em ao menos 10 anos, 31,35 milhões de toneladas. Do montante, 28,66 milhões foram produzidas no centro-sul. Para efeito de comparação, em 2017/18, o Brasil havia fabricado quase 38 milhões de toneladas.

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Safra tem terceiro recuo consecutivo

As produções de açúcar e etanol levam em conta uma safra menor este ano. A produção total de cana  foi de 625,16 milhões de toneladas, 1,3% ante 2018. No centro-sul, maior região produtora, a moagem ficou em 575,15 milhões de toneladas, 2,3% inferior a 2017/18. Assim, representando o terceiro recuo consecutivo na safra nacional.

Segundo a Conab, a colheita se deu em aproximadamente 8,6 milhões de hectares, representando redução de 1,6% ante o ciclo anterior e segunda queda seguida.

“A menor área colhida derivou, principalmente, da devolução de áreas arrendadas e de fornecedores, que preferiram substituir o plantio de cana-de-açúcar por outras culturas”, disse a Conab no levantamento. “A finalização de contratos de arrendamento tem sido habitual. Principalmente nas áreas impróprias à colheita mecanizada, pois faz parte da estratégia das unidades de produção para se tornarem mais eficientes”, acrescentou.

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