Preço final ao consumidor está até 4% maior desde a última semana

Preço final ao consumidor está até 4% maior desde a última semana

O segundo aumento anunciado pela Petrobras nos combustíveis causou espanto ao setor transportador. Não apenas pelo repasse nas bombas, mas pela opção da estatal de manter o preço da gasolina estável e elevar o valor do diesel. Anunciado no último dia 12, o reajuste de 6% nas refinarias, que representa uma alta aproximada de 4% sobre o preço final ao consumidor, começou a ser repassado na segunda-feira (16).

“Não esperávamos que houvesse reajuste do diesel. Efetivamente, isso pegou todo o setor desprevenido. Principalmente em função do cenário econômico, com queda nas importações, exportações e na produção de grãos”, explica o vice-presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Newton Gibson.

Ele destaca que a fase é de insegurança com a queda na movimentação de cargas e alerta que os empresários precisarão repassar o novo custo para o preço final do frete. “Não podemos deixar de repassar, porque o combustível tem um percentual alto na composição desse custo”, enfatiza.

Paulo Vicente Caleffi, presidente da Fetransul (Federação das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Rio Grande do Sul), acredita que o frete poderá sofrer um reajuste entre 0,9 e 2% com a alta do combustível. De acordo com ele, as empresas da Região Sul já estão emitindo comunicados aos clientes avisando sobre a transferência dos valores, prevista para começar nesta semana. “Estamos negociando com os postos de combustível para tentar conseguir o melhor preço, mas o reajuste vai acontecer em conjunto com outros repasses”, revela.

Agência CNT

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