Segundo a Abrati, os perigos que cercam os transportes clandestinos são inúmeros, a começar por quem dirige veículos não autorizados pela ANTT

O avanço do transporte clandestino nas viagens rodoviários no país, acentuado com a crise do coronavírus que provocou uma evasão de passageiros do transporte regular, levou a Abrati a lançar uma campanha de conscientização da população para esse grave problema. Batizada de “Sua Vida Vale Mais. Diga Não ao Transporte Clandestino”, a iniciativa da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros se propõe a mostrar os riscos do transporte irregular para os usuários desse serviço.

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Segundo a Abrati, os perigos que cercam os transportes clandestinos são inúmeros, a começar por quem dirige veículos não autorizados pela ANTT. A extensa lista inclui a não verificação de antecedentes criminais dos motoristas de ônibus clandestinos; a falta de treinamento para dirigir os equipamentos; a inexistência de alojamentos adequados para descanso; além da dispensa de testes toxicológicos periódicos, de aferição alcóolica, entre outros problemas.

Vidas em risco

“Toda essa irresponsabilidade, não apenas coloca em risco a vida de milhões de passageiros em todo o Brasil, mas também ceifa milhares de vidas de outros viajantes que circulam nas rodovias”, afirma o presidente da Associação, Eduardo Tude.

As consequências desse descaso aparecem em números. Apenas em São Paulo, o Setpesp – que reúne as empresas de transporte de passageiros no Estado – estima que todos os meses são realizadas cerca de 6.801 viagens ilegais, ou que totaliza 81.612 viagens por ano. Isso se traduz em uma perda de cerca de 684 mil passageiros anuais, por parte das empresas regulares. Não sem motivo, a ANTT, agência reguladora da atividade já contabiliza mais de dois Autos de Infração e 930 apreensões de ônibus clandestinos apenas esse ano.

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Para a conselheira da Associação, Letícia Pineschi, utilizar o transporte irregular equivale a um tiro no escuro. “Você entra no clandestino e não faz ideia se o ônibus pode quebrar e causar algum acidente. E não sabe se o motorista está preparado para aquele trajeto. A segurança é zero”, afirma. Em adição, Leticia alerta que os clandestinos não cumprem protocolos sanitários, comprometendo a saúde de seus passageiros, o que é agravado em um momento de pandemia.

Na intenção de chamar a atenção para o tema, a Abrati decidiu que hoje (29) será o “Dia D” da Campanha. Para tanto, a entidade vai promover mobilizações contra o transporte clandestino na internet, na mídia e em terminais rodoviários. A lista inclui o Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Belém, João Pessoa, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, São Luís e Recife. Nesses locais, serão realizadas panfletagens e promoção de diálogos ativos com cidadãos voltados à conscientização e proteção dos passageiros.

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