A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) está questionando o aumento de 9% nos valores para o transporte de grãos.
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) está questionando o aumento de 9% nos valores para o transporte de grãos. Segundo a entidade, não há argumentos técnicos para o reajuste. Os novos valores da tabela foram estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na última semana e entraram em vigor na segunda-feira, 20.

De acordo com o presidente da associação, André Nassar, não houve variações expressivas no preço do diesel e do pedágio que justifiquem o patamar do reajuste do transporte de grãos. Para ele, a alíquota foi a uma resposta a uma “demanda dos caminhoneiros autônomos”.

A associação não está confiante de que o Supremo Tribunal Federal (STF) chegará a uma conclusão sobre a constitucionalidade do tabelamento do frete no mês que vem. O julgamento sobre o assunto está previsto para 19 de fevereiro. No entanto, a discussão que se arrasta desde 2018, já foi adiada algumas vezes.

Para a Abiove, que representa as principais tradings de soja do País, o cenário ideal é que a tabela do frete seja considerável inconstitucional. Ou, pelo menos, que haja o estabelecimento de um prazo para vigência do piso mínimo. Portanto, caso isso não aconteça, a associação estudará medidas para tentar reverter o tabelamento no Legislativo.

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