A 21ª edição da Feira e Congresso Transposul, que aconteceu entre os dias 5 e 7 de junho, em Bento Gonçalves (RS), deve superar as expectativas inicias de negócios da organização, que era na ordem de R$250 milhões. Além disso, o número de visitantes também surpreendeu nesta edição, passando de 14 mil profissionais, incremento de quase 20% sobre a edição anterior.

O otimismo no setor, que teve, em 2018, um de seus piores momento com a grave dos caminhoneiros, influenciou o resultado positivo do evento. O novo presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística do Rio Grande do Sul (Setcergs) João Jorge Couto da Silva, destacou a expectativa das empresas em um mercado crescente.

“Temos certeza que faltará caminhões se o PIB subir 2% ou 3%”, afirmou. Mas alertou que este cenário somente se concretizará se reformas, como a previdenciária e a tributária, forem aprovadas. Couto também destacou a presença significativa de jovens empresários no evento, o que deve dar nova dinâmica à atividade.

Já de acordo com o diretor executivo da Confederação Nacional do Transporte, Bruno Batista, o desempenho do setor também está relacionado à eficiência da gestão e à qualidade da oferta de infraestrutura viária e de terminais e de terminais de veículos. “Ineficiências acarretam impactos negativos em toda a cadeia de transporte e elevam o chamado Custo Brasil”. Ainda segundo o diretor, em 2016, os custos com logística no País chegaram a 12,3% do PIB, sendo que, desse total, 55% estão relacionados ao transportes.

Além disso, Bruno alertou que esse cenário não deve se alterar no curto prazo tendo em vista o baixo investimento governamental em infraestrutura de transporte (0,16% do PIB em 2018). “A solução passa pelo investimento privado, mas o planejamento é falho e falta visão sistêmica”, assinalou. Nesse sentido, Bruno Batista declarou que o setor de transporte precisa resolver os problemas do passado para se preparar para o presente e futuro.

A procura por espaços de exposição para a edição de 2020 também chamou a atenção dos organizadores. A estimativa é que 80% da próxima feira, que volta a ser realizada em Porto Alegre, dentro da proposta de ser itinerante, já estão reservados ou com contratos fechados. O evento reuniu mais de 100 expositores, divididos entre fabricantes de caminhões, pneus, distribuidores de combustíveis e fornecedores do ramo de implementos rodoviários, além de sistemas, equipamentos e serviços voltados à logística e à multimodalidade.

Fonte: Jornal do Comércio.

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