A produção de automóveis brasileira deve fechar o ano com um volume maior que 2018. Entretanto, devemos ter 200 mil veículos a menos que o previsto.

A produção de automóveis no Brasil deve fechar o ano com um volume maior que 2018. Entretanto, devemos ter 200 mil veículos a menos que o previsto. O principal motivo para a queda em relação a expectativa é a diminuição de exportações para Argentina. Ao todo, devemos ter 175 mil unidades exportadas ante 370 mil previstas em janeiro.

De acordo com a revisão divulgada pela Anfavea, ontem, o setor deve encerrar o ano com a produção de 2,94 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Assim, atingindo um volume 2,1% maior que no ano passado. Antes, a previsão de crescimento para 2019 era de 9%.

Segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, é “pouco provável que o mercado argentino se recupere em 2020”. O volume de exportações brasileiras teve queda de 590 mil para 420 mil. Por esta razão, as montadoras estudam dar férias coletivas maiores de fim de ano e em alguns casos, como na Volkswagen, é cogitada  a prática do lay-off (suspensão temporária de contratos de trabalho).

As projeções do fim de ano ainda podem ter alterações em função da aprovação da reforma da previdência. Pelo menos, é nisso que Moraes acredita. “Seria bom que parassem com esse tititi o mais rápido possível e tivéssemos uma reforma robusta”. Além disso, Moraes afirma contar com investimentos maiores por parte dos bancos para este segundo semestre ante 2018.

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