O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou na última terça-feira (11) que a companhia já fez esforços no sentindo de reduzir o preço dos combustíveis aos consumidores. Durante uma audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos deputados, ele disse que o que era possível de ser feito “já foi feito”.

De acordo com Castello Branco, a Petrobras reduziu a frequência de reajustes aos combustíveis, que chegou a ser diária na gestão do ex-presidente da empresa Pedro Parente.

No entanto, ele destacou que a gasolina e o diesel são commodities internacionais e que isso está fora do controle da estatal.

“Nosso esforço é no sentindo de manter paridade com os preços globais”, disse Castelo branco, ressaltando que, no passado, a Petrobras chegou a praticar preços acima e abaixo da cotação internacional.

Caminhoneiros

O presidente da estatal também comentou rapidamente sobre a atual situação dos caminhoneiros. Castello Branco citou que os motoristas autônomos normalmente têm veículos antigos, gerando mais gastos de combustível e manutenção. Para facilitar a vida desses motoristas, a companhia criou o cartão-caminhoneiro, afirmou.

Ele também reconheceu que adoção de uma tabela de frete parece ter piorado ainda mais  a situação de super oferta de transporte rodoviário. “O tabelamento de frete aparentemente agravou a situação com frotas próprias pelo agronegócio”, disse, ao lembrar que a frota de caminhões entre 2008 e 2017 aumento 47%, enquanto a economia cresceu apenas 10% no período.

Ainda em relação aos combustíveis, Castello Branco defendeu a política de preços da companhia e disse não ser possível praticar uma política de preços pelo custo. “Insistir no custo para o preço de combustível nos faria ignorar o custo de oportunidade”, afirmou ele. “Isso foi feito entre 2011 e 2014 e gerou uma perda de R$ 100 bilhões para a companhia”.

Fonte: Uol

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