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Segurança | quarta-feira, 10/05/2017 05:05

Roubos de carga fazem transportadoras aderirem a 'taxa de emergência' no RJ

Tributo extra das empresas são usados para cobrir os elevados custos com segurança
Tributo extra das empresas são usados para cobrir os elevados custos com segurança
Os índices de roubo de cargas no Rio de Janeiro aumentaram 180% nos últimos quatro anos. Como medida emergencial por conta da elevação, as transportadoras cariocas passaram a cobrar uma taxa extra das empresas que contratam serviços para cobrir os elevados custos com segurança e minimizar os prejuízos.  
 
A chamada “Taxa de Emergência Excepcional (Emex)”, foi instituída exclusivamente na capital fluminense, por conta da grave crise na segurança, em março. Segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC), a taxa é prevista para “regiões que se encontram em estado de beligerância”. O tributo prevê a cobrança de R$ 10 por fração de 100 kg de carga, mais um percentual do valor da carga que varia de 0,3% a 1,0%.
 
Segundo o vice-presidente da NTC, Urubatan Hellou, a Emex aumenta, em média, cerca de 1,5% o valor de cada produto transportado. O percentual se soma à Taxa de Gerenciamento de Risco (Gris), que já é embutida em todo o país para cobrir os custos com a segurança. 
 
Segundo o diretor de segurança do Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (Sindicargas), Coronel Venâncio Alves de Moura, várias transportadores de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso já não querem mais fazer entregas no Rio.
 
“Os motoristas de outros estados estão aterrorizados com esse problema. Alguns já passaram até por situações de cárcere privado e, por isso, estão se recusando a fazer entregas no Rio”, afirmou o coronel Moura. Ele alertou ainda que “a tendência é das pequenas empresas fecharem as portas e que, se o governo quer retomar a atividade econômica, tem que solucionar essa situação”, declarou o representante do Sindicargas.
 
Fonte: G1
 

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