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Transporte aéreo | quinta-feira, 21/12/2017 09:52

Correios e Azul criam empresa de logística para o e-commerce

Iniciativa quer tirar carga dos caminhões e movimentar 100 mil t por ano

Os Correios e a Azul Linhas Aéreas assinaram ontem (20/dez) um memorando de entendimento para criação de uma empresa de logística, voltada para o atendimento do comércio eletrônico. A nova empresa, que ainda não tem nome, terá participação acionária de 50,01% da Azul e 49,99% dos Correios.

A partir de agora, o documento será submetido à aprovação dos órgãos e instâncias competentes, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia que controla as operações na bolsa de valores, e a Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “Podemos apanhar muito ou receber muito aplausos pelo pioneirismo", afirmou o presidente dos Correios, Guilherme Campos, ao destacar que a nova empresa atende a todos os requisitos da legislação. “Mas não tenho dúvidas que vou levar pancadas, não tenho dúvida, quer seja de concorrentes, internamente, dos órgãos de fiscalização e controle da União. Mas estamos seguros, aptos e à disposição de todos para todas as explicações e estudos que embasaram essa decisão”, acrescenta Campos.

De acordo com a Azul e os Correios, o início das operações da nova empresa está previsto para março de 2018 e a iniciativa deve movimentar aproximadamente 100 mil toneladas de cargas por ano. Segundo Campos, a parceira garantirá aos Correios uma economia aproximada entre 35% e 40% do gasto de transporte de carga, hoje em R$ 560 milhões por ano.

Já o presidente da Azul, David Neeleman, disse que muito produtos que atualmente são transportados por caminhões passarão a ser entregues via aérea. “Estamos muito animados e é uma grande honra ter os Correios como sócios. É uma ideia que tivemos há alguns anos e vamos com isso acompanhar o crescimento de e-commerce, que o Brasil quer estar na frente”, disse Neeleman.

De acordo com o empresário, a Azul, que tem hoje uma frota de 130 aeronaves e atua em 100 destinos no país, a pretensão é chegar a 200 aviões e ampliar a sua malha para 200 destinos. “Esses são os ativos que já estão lá e tem espaço nas barrigas para colocar. Temos muito voos que não estão lotados. Vamos ter cargueiros também. É uma parceria ganha-ganha”, garante.

Fonte: Agência Brasil

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