Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defende fim da tabela de frete
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defendeu nesta segunda-feira, 8, a extinção da tabela do frete rodoviário. De acordo com Tereza, a tabela é “perversa”, em virtude do aumento dos custos do setor produtivo.

A avaliação da ministra foi feita em um momento em que o próprio governo busca um aperfeiçoamento da tabela, instituída após a greve dos caminhoneiros. Juntamente com os protestos contra altos custos do diesel e baixa remuneração do frete, a tabela surgiu em resposta as paralisações de maio do ano passado.

Entre os setores mais prejudicados pela tabela está o de grãos. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu na semana passada sua perspectiva de exportação de milho do Brasil. Desde já, prevendo que os embarques neste ano podem ser menores que o projetado se a tabela continuar em vigor.

A ministra comentou que tem conversado sobre o problema com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O ministro é responsável por conduzir o assunto dentro do governo e juntamente com o Supremo Tribunal Federal (STF). Onde a constitucionalidade da tabela aguarda um julgamento desde meados do ano passado, logo após ações de contratantes de frete.

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Tabela de frete será revisada

Uma audiência pública para estabelecer regras gerais, metodologia e indicadores dos pisos mínimos do frete será aberta na terça-feira pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo Tereza Cristina, documento com proposta da nova tabela deverá ser divulgado no fim de maio.

“Mas o ideal é que a tabela caísse pois, afinal, vivemos em uma economia aberta”, defendeu. “Precisamos sentar e conversar, para chegar a um entendimento entre as partes e não criar lei e tabelamento”. As declarações da ministra foram dadas durante a 18.ª feira Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO).

Há duas semanas, uma das entidades que representam caminhoneiros autônomos do País, a Abcam, alertou o governo. De acordo com a associação,  o nível de insatisfação da categoria estava “muito grande” e que isso poderia resultar em uma nova greve.

Ao mesmo tempo, durante o evento, a ministra voltou a destacar que a importância reforma da Previdência. “Um assunto que o Brasil precisa resolver e não apenas o presidente Jair Bolsonaro, ou um ministro, ou a Câmara dos Deputados”.

“Eu tenho certeza de que a bancada do agronegócio sabe a importância que ela tem em todas as votações. Principalmente, nesse momento em que pode ser o equilíbrio daquela casa”, afirmou, em referência a uma das maiores bancadas do Congresso.

Fonte: Estadão.

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