Índice ABCR avança 0,4% em maio

De acordo com o índice ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias),que mede o fluxo de pedágios de veículos nas estradas, o volume de atividades referente a maio deste ano apresentou um avanço de 0,4% em relação a abril, considerando os dados dessazonalizados.

“O mês de maio, mesmo registrando leve aceleração no fluxo total de veículos, conforme os dados dessazonalizados, ainda reflete o enfraquecimento da atividade que vigora ao longo do ano”, comentou Thiago Xavier, analista da Tendências Consultoria. Em médias móveis trimestrais, após três resultados negativos em sequência, o índice total tem relativa estabilidade. Nota-se, portanto, que não houve reversão após a queda recente, mesmo com o resultado de maio, mantida a métrica de comparação.

Mantida a comparação mensal dessazonalizada, o índice de fluxo pedagiado de pesados caiu 1,8%, enquanto o de veículos leves aumento 0,9%. Porém, comparado ao mesmo período de 2018, o índice total cresceu 18,5%, sendo que no período o de pesados cresceu 36,3%. De acordo com Thiago, o resultado do mês precisa ser lido com cautela, especialmente quando comparado ao ano passado.

“É preciso lembrar que a paralisação dos caminhoneiros ocorreu na segunda metade de maio do último ano, oficialmente de 21 a 30 daquele mês. Tal evento limitou significativamente o fluxo de veículos nas rodovias pedagiadas – seja pelos problemas de fornecimento de combustível, seja pela obstrução de algumas vias”, conta ele.

Dessa forma, o desempenho apresentado em maio de 2018 foi expressivamente negativo, como evidencia a queda de 13,8% do índice total de fluxo em relação ao mesmo período de 2017. O resultado, por sua vez, captou efeitos diferenciados entre as aberturas do índice, uma vez que veículos pesados registraram queda mais intensa que os leves (-10,4% para leves, -23,4% para pesados).

De acordo com análise da associação, o elevado desempenho em maio de 2019 foi beneficiado pela base de comparação deprimida. A tal situação foi praticamente normalizada a partir de junho do último ano, os expressivos resultados de crescimento não devem se manter nos próximos meses.

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