Importações de diesel são suspensas para evitar prejuízo

As importações de diesel foram suspensas em virtude do cancelamento do aumento anunciado pela Petrobrás. De acordo com Sérgio Araújo, presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) a medida serve para evitar um prejuízo de aproximadamente R$0,14/litro. Segundo a entidade, essa é a diferença entre o valor pago para trazer o combustível e o praticado nas refinarias após o congelamento dos preços.

Na última quinta-feira, 11, a Petrobrás anunciou que havia desistido do aumento de 5,7% no valor do diesel. Logo depois, em nota, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro havia ligado para Roberto Castello Branco, presidente da companhia, solicitando o cancelamento do reajuste. Assim, Bolsonaro pediu a suspensão do reajuste “alertando sobre os riscos do aumento do preço”.

Procurada pelo Estadão, a Petrobrás não admitiu que decisão esteja causando prejuízos. Por outro lado, reconheceu que na média do ano, pretende manter o preço acima do praticado internacionalmente.

Importadores independentes desapontados

De acordo com dados do ANP (Agência nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), as importações de diesel representam 15% do volume consumido em fevereiro, grande parte pela própria Petrobrás. Segundo a Abicom, os importadores independentes, de pequeno a médio porte, representam 3% desse mercado.

A expectativa dessas empresas era de ampliar a participação no mercado, como aconteceu em 2017. Ainda mais, porque, algumas vezes, a estatal deixava o preço acima do valor praticado no mercado internacional. Nesse período, os independentes chegaram a responder por 60% das importações.

Juntamente com essa ação da Petrobrás, as independentes investiram em infraestrutura de armazenamento. Esses investimentos estão em parte suspenso, depois das ações do governo para o setor.

Sérgio Araújo fez algumas críticas a sinalização do governo em relação aos preços do diesel. “Esperávamos que o governo, com um discurso liberal, acompanhasse o mercado internacional. Hoje o ambiente é de intervenção e monopólio. Os associados da Abicom têm projetos em infraestrutura que são necessários para o País, mas não vão acontecer.”

Fonte: Estadão

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