O governo anunciou na última quarta, 24 de julho, durante reunião com representantes de caminhoneiros, que os novos valores da tabela do frete serão estabelecidos em acordo entre o setor produtivo, os motoristas autônomos e associações de transportadores. Além disso, afirmou que abandonará a tabela com preços mínimos de frete suspensa na última segunda-feira.

De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, a tabela que foi gerada é uma tabela de custo operacional, ou seja, é o mínimo. Ela não tem as parcelas adicionais que compõem o frete. ” Tinha havido um problema de interpretação. São 11 segmentos de transportes. Vamos fechar um acordo por setor”, declarou.

A intenção, segundo Tarcísio, é que os valores sejam revistos anualmente, também por negociação. Representantes de caminhoneiros avaliaram positivamente a promessa de que a nova tabela irá considerar, em parte, o lucro dos motoristas. Na versão anterior, era negociado entre caminhoneiro e contrante.

Para um dos líderes da categoria, Carlos Littidahmer, quem define o lucro total é o mercado, mas dá para melhorar, em todos os valores, e chegar uma parte disso.

Os valores serão definidos em acordos por segmentos. O piso do transporte de um granel, por exemplo, será estabelecido entre empresa desse setor, como distribuidora de combustíveis, e o caminhoneiro que transporta esse tipo de carga. Os valores são definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualmente.

“Estou saindo hoje bem contente. Vamos ter essas reuniões, onde vamos buscar esse consenso direto com os segmentos. Hoje, a gente precisa de paz, a gente está buscando isso” disse Wallace Landim, o Chorão, outro porta-voz dos caminhoneiros.

Com isso, a ideia é ter um reajuste percentual por tipo de carga sobre os valores previstos na tabela suspensa. A expectativa do ministério é que um acordo seja fechado até o final da próxima semana.

Fonte: O Globo

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