De acordo com o secretário de Políticas Públicas, Fernando Holanda, o governo está negociando com as entidades patronais uma reformulação

De acordo com o secretário de Políticas Públicas, Fernando Holanda, o governo está negociando com as entidades patronais uma reformulação dos programas de qualificação oferecidos no sistema S.

Segundo ele, os novos programas de qualificação deverão focar em duas formas de seleção. A primeira será um “voucher”, que na realidade é um número de horas que cada empresa terá no Sistema S para qualificar seus empregados. Já a segunda, é o Super Tec (plataforma online onde as empresas indicam sua demanda por qualificação).

No caso do “voucher”, Fernando Holanda informou que as empresas terão à disposição um determinado número de horas para qualificação no sistema. Dessa forma, devem escolher quais trabalhadores poderão utilizá-las.

“Empresas vão se cadastrar, solicitar as vagas e, se houver excesso de demanda, haverá sorteio. Portanto, nosso objetivo é alinhar oferta com demanda. Criar um elo entre o que está sendo criado e o demandado. Não teve problema de falta de recursos no passado, mas de desenho. Ou seja, faltava o link com a empregabilidade”, disse ele.

No Super Tec, com base na indicação online das empresas por trabalhadores qualificados, o Sistema S vai montar as turmas. Entretanto, os trabalhadores não serão indicados por elas. A empresa pode informar, por exemplo, que precisa de um determinado número de vagas para eletricistas.

Além dessas modalidades, o governo também está formatando o chamado “contrato de impacto social”. No entanto, nesse caso, a qualificação não será feita pelo Sistema S. Empresas que desejarem oferecer a qualificação serão remuneradas somente se os alunos tiverem uma “empregabilidade” maior do que o grupo de não treinados. Será feito um projeto-piloto nos próximos meses.

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