De acordo com a Findect, os funcionários dos Correios entraram em greve geral por tempo indeterminado. A paralisação ocorre na maioria dos estados do país

De acordo com a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), os funcionários da estatal entraram em greve geral por tempo indeterminado. A paralisação foi decretada na noite desta terça-feira (10) em assembleias realizadas em diferentes estados do país.

Segundo a federação, a categoria protesta contra a redução dos salários e benefícios. O Governo propôs um reajuste de 0,8%, enquanto os trabalhadores pedem 3,2% de aumento. Além disso, a categoria se manifestou contra a privatização já anunciada pelo Governo Federal.

Apesar do reajuste salarial ser um dos principais pontos reivindicados pela categoria, ele não é o único. Os trabalhadores querem também a reconsideração quanto a retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.

De acordo com nota do Findect, a ação tem como objetivo defender o direito dos trabalhadores. “A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas. Os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família”. Ainda de acordo com nota em sua página na internet, a federação informou que a greve foi decretada em São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Maranhão e na maioria dos estados do país.

O que diz os Correios

Por outro lado, a direção dos Correios informou ter participado de dez encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, “considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões”.

A estatal ainda não divulgou o balanço sobre os impactos da greve. Entretanto, fala em “paralisação parcial”. “O principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população”.

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