A Ford desenvolveu no Brasil um novo composto de borracha para tubulações de veículos que utilizam biodiesel. O material tem características técnicas

A Ford desenvolveu no Brasil um novo composto de borracha para tubulações de veículos que utilizam biodiesel. O material tem características técnicas próprias para esse combustível. Além disso,  sai pela metade do custo do similar importado.

Desde 2008, a legislação brasileira determina que carros e caminhões a diesel sejam validados para o uso do biodiesel. Inicialmente, o composto era adicionado ao diesel na proporção de 5%. No entanto, recentemente já foi aprovado que a mistura chegue até 15%, o chamado B15.

A Ford desenvolveu no Brasil um novo composto de borracha para tubulações de veículos que utilizam biodiesel. O material tem características técnicas

De acordo com o especialista da Ford Cristiano Hubert, o material responde à uma exigência natural do combustível. “As peças que têm contato com o biodiesel S10 não podem ter acúmulo de carga eletroestática, devido à baixa condutividade desse combustível, o que pode gerar eventuais faíscas em períodos de menor umidade e comprometer a segurança veicular. As peças de borracha HNBR importadas possuem a propriedade de dissipar as cargas elétricas. Entretanto, são cinco vezes mais caras que as convencionais.”

As primeiras peças feitas com o novo material têm previsão de chegar ao mercado em 2020, na picape Ranger. Além disso, poderão ser licenciadas para outras marcas, inclusive fabricantes de caminhões, que são grandes usuários de diesel. A produção em escala desse material, que é compatível até com o uso de B30, é favorecida também pela abundância de matéria-prima, já que o Brasil é o maior produtor de arroz fora da Ásia.

 

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