O deputado federal, José Medeiros (PSL) defendeu que a nova realidade para o frete seja construída menos burocrática e sem os penduricalhos atuais.

O deputado federal por Mato Grosso, José Medeiros (PSL) defendeu neste último final de semana, que a nova realidade para o frete seja menos burocrática e sem os penduricalhos atuais. Um novo modelo deve entrar em vigor nos próximos meses, substituindo a tabela implantada em 2018.

A defesa do parlamentar foi feita em reunião em que esteve com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes. Além de diversos representantes do setor do transporte de Mato Grosso e de todo o país. O objetivo da reunião foi discutir o novo modelo que norteará as cobranças sobre o frete no país.

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Ainda mais, o deputado ressaltou que uma nova parametrização do frete sem os devidos cuidados não ajudará. “Temos hoje uma somatória de custos administrativos, tributários e uma série de agregados que elevam o frete no país a um preço que fica inviável para os contratos de terceirização. Isso cria um risco enorme aos autônomos e também nada interessante aos embarcadores. Portanto, ninguém está feliz com a queda dos lucros, pelo contrário”, explica.

Cenário atual

De acordo com informações do setor de transporte, principalmente da ala mais ligada aos fretes de produtores agropecuários, a terceirização chegou a ficar 20% mais cara depois do tabelamento. As empresas passaram a encontrar uma viabilidade maior em a adquirir sua própria frota.  Dessa forma, prejudicando a oferta de trabalho aos autônomos que passaram a ser alvo de preocupação do Governo Federal.

Segundo o ministro Tarcísio Gomes, o estudo elaborado pela Esalq aplicará a diferenciação dos tipos de carga, depreciação dos caminhões. Bem como, custo profissional do caminhoneiro, preço de combustíveis, dentre outros. Criando uma realidade moderna e viável. Com isso, o Governo poderá retirar as amarras que hoje travam o setor de transporte brasileiro.

“Quando se fala em qualquer atividade da iniciativa privada o Estado precisa ter a mão certa na regulação. Já que os efeitos são sempre incontroláveis mediante uma intervenção imprecisa. O setor de transporte é essencial para Brasil, pois emprega milhares de pessoas e impulsiona a econômica. Nosso papel enquanto Legislativo e Executivo é distensionar e permitir a oxigenação entre todas suas variantes e atores. Portanto, não podemos atrapalhar o setor. O atual Governo vem atuando dentro deste propósito”, diz o deputado mato-grossense.

 

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