De acordo com a nova norma da ANTT, as transportadoras de produtos químicos perigosos não serão mais obrigadas a portar a Ficha e o Envelope de Emergência

A produção de químicos de uso industrial cresceu 1,55%. Juntamente com o consumo aparente nacional (CAN), que mede a produção mais importação menos exportação, teve um crescimento de 2,4%. Dados relativos ao 1º trimestre de 2019, em relação ao mesmo período do ano passado, apontam levantamento da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim.

Já a utilização da capacidade instalada apresentou taxa média de 75% nos três primeiros meses do ano. Dessa forma, registrando alta de dois pontos em relação a igual período do ano anterior. Entretanto, no mesmo período, as vendas internas tiveram queda de 2,45%.

A diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, explica que a química está presente e tem correlação com praticamente todas as cadeias de produção. Por isso, seu desempenho é diretamente impactado pelos resultados da atividade econômica nacional. Vale lembrar, que segundo o último relatório Focus, do Banco Central, aponta para a décima semana consecutiva de recuo nas perspectivas de crescimento do produto interno bruto, previsto agora em 1,5% para este ano.

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De acordo com Fátima, alguns acontecimentos impactaram a produção e as vendas locais, que poderiam ter tido um desempenho melhor no início do ano. “O setor foi afetado pela confirmação da hibernação das fábricas de fertilizantes da Petrobras, na Bahia e em Sergipe.  Atribuída à falta de competitividade da matéria-prima principal (gás natural). A elevação do custo de aquisição de gás em vários estados e problemas com fornecimento de energia, sobretudo em decorrência das chuvas que atingiram o País”.

Consumo de química aponta perda de espaço para importações

O CAN é uma das variáveis mais importantes para analisar o comportamento da demanda de um determinado segmento. Ele também revela como anda a capacidade de competição das empresas instaladas no País em relação às suas congêneres em outras localidades.

A indústria química vem perdendo espaço para o produto importado há algum tempo. No período de 1990 a 2018, a taxa anual de crescimento do CAN foi de 3,1%. Com isso, acima da taxa de crescimento do PIB industrial do País, que foi de 1,6% ao ano. Enquanto a taxa de crescimento da produção foi de 1,8% ao ano, a das vendas externas foi de 1,9%. Ao mesmo tempo, a das importações 9,3% ao ano, três vezes mais do que o aumento do CAN.

“Além de perder espaço para os importados, o segmento também não tem conseguido elevar suas exportações. O que é mais uma prova da perda de dinamismo e da falta de competitividade”, avalia Fátima.

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Nesse contexto, tem-se que no início dos anos 90, as importações pesavam cerca de 7% de toda a demanda por produtos químicos no mercado nacional, passando a 37% em 2018. Além disso, também houve impacto explosivo no resultado da balança comercial de produtos químicos. Dessa forma, passando de um déficit de US$ 1,5 bilhão no início dos anos 90 para US$ 26,6 bilhões em 2018.

Custos de energia e matéria-prima precisam ser revistos

Para a executiva da Abiquim para reverter esse cenário atual é necessário uma redução dos custos de energia e matéria-prima, fundamentais para a química. Sob o mesmo ponto de vista, foi criado o Programa Novo Mercado de Gás. Assim, coordenado pelos Ministérios da Economia e de Minas e Energia, vem sendo aguardado com muita expectativa.

“O programa pode trazer à indústria brasileira e ao País como um todo. Impactos positivos, com a disponibilidade de matéria-prima a custos competitivos com o mercado internacional”, finaliza Fátima.

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