A CNT divulgou, nesta última terça-feira (2), o estudo Conjuntura do Transporte – Desempenho do Setor, que mostra um panorama do transporte no Brasil e a relação com o cenário econômico. O trabalho indica que o ritmo lento de recuperação da economia impacta, de forma distintas, os diferentes modais. Além disso, mostra como o setor é sensível a outros problemas no país.

Enquanto em 2018 a economia brasileira apresentou sinais de leve recuperação, este ano demostra a desaceleração desse processo. Isso acontece antes mesmo de serem repostas as perdas acumuladas desde o início de 2014. No primeiro semestre deste ano, o crescimento do PIB do Brasil foi de 0,5%, e o do transporte, 0,2%. Nos primeiros três meses de 2014, os percentuais eram 3,5% e 5%, respectivamente.

” O transporte reflete a economia brasileira. O crescimento econômico está muito aquém do que o Brasil precisa. E o nosso setor fica na mesma situação. Afinal, transportamos aquilo que é produzido”, declarou o presidente da CNT, Vander Costa.

O modal rodoviário foi destaque pela baixa demanda. As incertezas geradas na paralisação dos caminhoneiros no ano passado e, também, o roubo de cargas em algumas regiões contribuem para o resultado negativo.

Ainda em 2019, o fluxo de veículos pesados no primeiro trimestre ficou 8,8% abaixo do período pré-recessão (março de 2014). O problema foi maior no Rio de Janeiro, que registrou fluxo 18,8% abaixo do período de pré-recessão.

De acordo com o presidente da CNT, tem ocorrido uma migração natural do transporte rodoviário de cargas para outros modais, como o aquaviário e o ferroviário. “O Brasil tem uma costa muito grande e, apesar de a cabotagem estar crescendo, o potencial de crescimento é ainda maior”, afirmou Vander Costa.

Ainda na avaliação de Vander, de forma geral, o transporte vai acompanhar a economia brasileira ao longo de 2019. “Continuamos otimistas de que o governo Bolsonaro vai conseguir aprovar a reforma da Previdência e isso vai gerar mais credibilidade ao país. A iniciativa privada vai investir e recuperar a economia com emprego e renda”, avalia.

Fonte: CNT.

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