A Caoa anunciará a compra da fábrica da Ford no ABC paulista hoje, no Palácio dos Bandeirantes, São Paulo. Dessa forma, com a presença do governador

A Caoa anunciará a compra da fábrica da Ford no ABC paulista hoje, no Palácio dos Bandeirantes, São Paulo. Dessa forma, com a presença do governador João Dória deve ser anunciada a transação estimada em R$ 1 bilhão.

Desde que anunciou que encerraria a operação em fevereiro a Ford buscava um comprador. Inclusive, contando com a ajuda do Governador João Dória. No entanto, somente a Caoa conseguiu avançar nas negociações, e sete meses depois sacramenta a negociação.

Juntamente com uma foto de uma reunião na sede da Caoa publicada em seu site, o sindicato dos Metalúrgicos do ABC publicou uma nota. “Os metalúrgicos do ABC discutiram com a direção da empresa condições trabalhistas para a contratação de ex funcionários da Ford. As negociações estão avançadas.” Além disso, em sua conta oficial o ex-presidente do sindicato Rafael Marques já previa o acordo. Segundo ele, a reunião “serviu para acertar questões trabalhistas para as futuras contratações em razão do anúncio da compra (que está próximo).”

Fábrica deve produzir modelos chineses

De acordo com apuração do Estado de São Paulo, assim que finalizado o negócio, a Caoa deve utilizar a planta do ABC para produção de veículos da chinesa, Chery. Atualmente, a companhia já produz modelos chineses em duas fábricas: Jacareí (SP) e Anápolis (GO). Não está descartada a possibilidade de produção de caminhões Hyundai pela Caoa na planta de São Bernardo.

O grupo brasileiro também é responsável pela fabricação da ix35 e New Tucson, ambas SUVs médios da Hyundai. Além disso, é a Caoa quem faz a importação de todos os modelos da marca para o Brasil. Por fim, o grupo ainda representa a Subaru no Brasil.

Anteriormente, o presidente da Caoa Carlos Alberto de Oliveira Andrade, chegou a condicionar a compra da fábrica da Ford à aprovação da reforma da previdência. De acordo com Andrade, a negociação da aquisição era de “grande responsabilidade” pela absorção de funcionários.

Além disso, Andrade chegou a “pressionar” o governo para que a empresa pudesse investir. “Só queremos que o governo resolva a Previdência e a crise fiscal para voltarmos a investir”.

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