A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) definirá até julho novos pisos mínimos para os fretes de caminhão. O objetivo é que o custo cubra pelo menos os custos dos transportes, coisa que nem sempre acontece de acordo com os caminhoneiros.
A atual tabela, adotada a partir da greve que paralisou o país no ano passado, não agrada nem aos caminhoneiros nem as transportadoras contratantes, sendo tema de debates em qualquer evento do setor.

Entidades descartam nova greve de caminhoneiros

Apesar da insatisfação com os atuais valores praticados pela tabela do frete mínimo a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) disseram que não existe ameaça de greve nem nenhuma mobilização.

O porta-voz da Abcam informou que costuma fazer monitoramentos constantes entre entidades de classe, lideranças e grupos da categoria, além de redes sociais, para saber se existe algum risco latente de greve, mas, até o momento, não identificou “nenhuma insatisfação”.

Valores Atuais

A última atualização da tabela ocorreu em 21 de janeiro deste ano. As tarifas mínimas são:

  • R$ 0,90 por km (de 2.901 a 3.000 km)
  • R$ 2,15 por km (de 1 a 100 km)

Esses preços oscilam ainda segundo o número de eixos do caminhão.

Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), disse que a tabela atual de preços mínimos não atende às necessidades dos caminhoneiros.

Abcam contesta os dados utilizados como base da tabela

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) afirmou que essas tabelas vêm sendo elaboradas com base em caminhões que não condizem mais com a realidade da maioria da frota. A estimativa é que haja 2 milhões de caminhões (metade de autônomos e, a outra, de empresas de transporte).

“Ao se estabelecerem pisos mínimos para os fretes, será possível negociar com as transportadoras um valor que, no mínimo, garanta nossos custos operacionais, o que não ocorre hoje”, disse o presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), entidade que agrega caminhoneiros autônomos. Eles respondem pelo transporte de aproximadamente 50% dos produtos duráveis e perecíveis em todo o país.

Pesquisa vai definir valores mínimos do frete

É necessário um levantamento de dados complexo para detalhar a realidade do setor com objetivo de definir os valores mínimos de frete. Para chegar aos novos valores, a ANTT contratou o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial, da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Esalq-USP).

Outros dois estudos já são previstos para janeiro e junho de 2020 com o objetivo de atualizar os valores e os dados coletados, as novas pesquisas devem incluir ainda novos indicadores operacionais de transporte.

A pesquisa levanta dados como: Idade média dos caminhões; Tipos de carga; Distribuição das rotas; Número de eixos Distâncias médias das rotas; Velocidade média; Salário médio do motorista; Horas trabalhadas; Marca e tipo de pneu.

Fonte: Uol

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