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Marfrig transfere logística para a JSL
Negócio inclui ainda a venda de centros de distribuição para a empresa de logística

O Marfrig Alimentos e a Julio Simões Logística (JSL) anunciaram ontem acordo que prevê a transferência de toda operação logística do frigorífico para a transportadora. O negócio inclui ainda a venda de centros de distribuição para a JSL, que vai desembolsar R$ 150 milhões pelos ativos. Boa parte do dinheiro será usada pela empresa alimentícia para abater dívidas.

O contrato, no entanto, apenas deverá ser assinado em 30 de janeiro, após o estabelecimento de condições definitivas para a prestação de serviço e a venda dos ativos. Os executivos das duas companhias não quiseram dar detalhes do negócio, nem dizer quantos ativos envolvem. Mas sabe-se que o Marfrig detém 16 centros de distribuição nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.

De acordo com o diretor financeiro, administrativo e de Relações com Investidores da JSL, Denys Marc Ferrez, mais importante que a aquisição dos centros de distribuição é o contrato de prestação de serviço para o Marfrig.

Durante dez anos, a empresa fará a gestão administrativa, logística, de transportes e da operação de armazéns para o frigorífico em todo território nacional. "Trata-se de uma operação inédita no Brasil, bastante disseminada no resto do mundo."

Segundo ele, a transferência da gestão vai reduzir de forma significativa os custos de transportes do Marfrig, que tem clientes espalhados por todo País. Para isso, colocará à disposição do frigorífico um portfólio diversificado de serviços logísticos, que permitirá a melhoria da qualidade e aumento da capilaridade da distribuição dos produtos da empresa a um numero maior de clientes.

"Nossa cadeia logística tem um escala bastante elevada. Queremos dar um salto nessa área logística, e acreditamos que a transferência dos serviços para a JSL irá nos dar maior vantagem competitiva no mercado", afirma o diretor da Keystone América Latina, empresa de food service do Marfrig, Rodrigo Vassimon.

O executivo explica que o frigorífico poderia fazer toda esse trabalho sozinho, mas numa velocidade menor e sem o know how da JSL - a maior companhia do setor em termos de faturamento. Ele não quis dizer qual a expectativa de redução dos custos logísticos a partir da assinatura do contrato. Esse número apenas poderá ser conhecido após a definição de indicadores e do estabelecimento de melhorias na cadeia logística, que vão compor o contrato entre as duas companhias.

O diretor de Relações com Investidores do Marfrig, Remi Kaiber, destacou que boa parte dos R$ 150 milhões que deverão entrar no caixa do grupo será usada para abater as dívidas da companhia, que somam algo em torno de R$ 10 bilhões. Em setembro, o grupo já havia anunciado a venda da divisão de logística da americana Keystone para a Martin Brower, por US$ 400 milhões.

No Brasil, o Marfrig também busca se desfazer de um terminal que tem no porto público de Itajaí, em Santa Catarina. Kaiber diz que as negociações estão em andamento com vários interessados, mas que, por enquanto, não há nada concreto. Além desse empreendimento, os executivos afirmaram que há outros ativos que poderão ser vendidos pela empresa. "Mas não é nada para este momento."

Apetite. Para a JSL, o negócio pode colocar o grupo na liderança de serviços relacionados à carga refrigerada, de maior valor agregado. "Essa negociação é uma quebra de paradigma", afirma Ferrez. A transação é a segunda da empresa no prazo de um mês. Em novembro, a JSL havia anunciado a compra da Schio, empresa de logística rodoviária que atua no Brasil e em países do Mercosul.

O negócio, de R$ 405 milhões, envolveu todos os ativos da companhia, que no ano passado faturou cerca de R$ 400 milhões. Uma parte do pagamento foi feita em dinheiro e outra com ações da JSL. Em 12 meses, até setembro, as receitas da companhia somavam cerca de R$ 2,6 bilhões, valor que rende ao grupo a liderança do setor em faturamento.

Os negócios da JSL ganharam impulso depois da abertura de capital em abril deste ano. Na ocasião, depois de adiar o cronograma por duas vezes, a JSL conseguiu demanda suficiente para fechar a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Na operação, a empresa colocou R$ 494,5 milhões no caixa para investimentos e aquisições.

O Estado de S.Paulo


 
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